terça-feira, 2 de outubro de 2012

afinal tem algo bom na administracao petista? pois ate petista critica!

A oposição pode ser "suja", a elite "preconceituosa", a imprensa "reacionária" e a Justiça "instrumento de golpistas", como diz o presidente do PT, Rui Falcão. Mas quem flerta com a possibilidade de ver correligionários na cadeia é o PT. (Dora Kramer)

Marta: Ministério da Cultura "é uma confusão". (02/10/12)
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, que assumiu o cargo há 20 dias após a demissão de Ana de Hollanda, disse ontem, num debate sobre inclusão digital em São Paulo, que a pasta é "só confusão". A declaração, que provocou risos da plateia na sede da organização não governamental Coletivo Digital, foi feita após críticas sobre a falta de repasses para iniciativas culturais no Tocantins. Diante de mais reclamações sobre a gestão anterior, ela afirmou: "Gente, vamos esquecer minha antecessora. Precisamos olhar pra frente".Ao ser cobrada por mais transparência, Marta criticou ainda a página oficial do ministério na internet. "Nunca vi um site tão ruim", disse a ministra.(Folha de São Paulo)

http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2012/10/marta-ministerio-da-cultura-e-uma.html

mensagem 011012 - a igreja e seus erros

a igreja tem muitos erros porque os seres humanos são falhos.

o objetivo dela é justamente mostrar o caminho correto, por isso os termos pastor e ovelha.

as outras instituições são por ela denominadas "do mundo" no sentido de que têm por objetivo coisas que não suprem a necessidade fundamental do ser humano: o sentido da vida.
pelo contrário, elas aumentam o vazio e são, em certa medida, a causa dos problemas.
por isso a insistência na metáfora da água viva, no cristianismo.

mesmo as igrejas que se desviaram da sua vocação ( santa) original, continuam sendo a única fonte de ânimo e consolo. Tanto para o trabalhador oprimido quanto para o rico que já tentou todas as alternativas que o dinheiro podia oferecer.

falar mal - dos filhos, dos políticos, dos profissionais - muitas vezes é atitude de quem não quer cumprir sua obrigação mas precisa dar uma satisfação à sua consciência.
uma atitude mais eficiente é confrontar cada um com suas obrigações. O médico ou o advogado com seus juramentos profissionais, por exemplo. O comerciante ou o motorista com suas respectivas infrações.
e os pastores com seus desvios da palavra.

"Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar." (Nm 23:20)

"O SENHOR te abençoe e te guarde;
o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti;
o SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz." (Nm 6:24-26) - (igreja evangélica santo dos santos - msn: elysilmarvidal@gmail.com - fones: 41-3338-6234 - (tim) 041-41-9820-9599 - (claro) 41-9821-2381 - (vivo) 41-9109-8374 - equipe iess - igreja evangélica santo dos santos - mensagem 011012 - a igreja e seus erros)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

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mensagem 300912 - nossa consciência nos acusa

Concordo, muitos de nós, pastores, estamos a ludibriar o povo, desde sempre.
falamos o que Deus não falou

"Não vedes visão de vaidade e não falais adivinhação mentirosa, quando dizeis: O SENHOR diz, sendo que eu tal não falei?" (Ez 13:7)

prometemos curas que o divino espírito não está a prometer.
estabelecemos conchavos entre os diversos setores do poder dominante com o fim de manter a classe trabalhadora cada vez mais submissa.
Concordo, em alguns casos, somos um câncer no seio social.
no entanto, vejo também que isso não é da igreja e muito menos do cristão, isso é do ser humano

"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder." - (Abraham Lincoln)

"... porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; ..." (Gn 8:21)

muitos abrem igrejas para de fato usufruir somente, verdadeiras "lavanderias".
outros as abriram por reais determinações recebidas de deus, mas se desviaram durante o trajeto.
Um número considerável, entretanto, persevera na obra.
ao analisarmos sob este prisma, vemos que as "empresas/igrejas", aqui não passam dos instrumentos empresariais para o jogo do poder, que muito prejuízo traz à população.
a maior prejudicada é a população carente, que sofre as consequências dos desvios.
Quanto à sonegação, a igreja não sonega porque é isenta.
Quem sonega é o empresário.

"E, chegando eles, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és homem de verdade e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens, antes, com verdade, ensinas o caminho de Deus. É lícito pagar tributo a César ou não? Pagaremos ou não pagaremos?
Então, ele, conhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que a veja.
E eles lha trouxeram. E disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe disseram: De César.
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. E maravilharam-se dele." (Mc 12:14-17)

o empresário ao sonegar, e aqui não importa se ele é cristão ou não, rouba do povo e dos próprios parentes e amigos.
ao sonegar, está a endossar os desmandos de toda essa sociedade desumana e segregacionista.
Sim, a igreja tem responsabilidades sobre tudo que está acontecendo e não pode se omitir.
são pastores diversos, que fazem conchavos em troca de meia dúzias de cadeiras, por conta de um quilo de afagos, e que fazem vista grossa ao empresário sonegador que usa em sua quase totalidade "dois pesos e duas medidas".

"Na tua bolsa não terás diversos pesos, um grande e um pequeno.
Na tua casa não terás duas sortes de efa, um grande e um pequeno.
Peso inteiro e justo terás, efa inteiro e justo terás, para que se prolonguem os teus dias na terra que te dará o SENHOR, teu Deus." (Dt 25:13-15)

Reafirmo, é responsabilidade da igreja, sim.
Não é justo, no entanto,generalizar ou reduzir sua atividade.
quando o fiel vem reclamar de seus patrões, muitas procuram aplacar o ódio que brota naquele coração, dando-lhe a conhecer o amor e as promessas de Cristo.

"Vós, servos, obedecei em tudo a vosso senhor segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus.
E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens,
sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis." (Cl 3:22-24)

Nós, os cristãos, sabemos que não são inverdades, sabemos das promessas do senhor e por isso o amamos a ponto de buscar cumprir a sua palavra, ainda que com choros e lágrimas.
sabemos que o amor de Cristo é verdadeiro e que alcançará indistintamente a ímpios e a fiéis.
porque tudo é pela graça.

"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios." (Rm 5:6)

No entanto, sabemos que mais mal que isso, causam os sonegadores, os corruptores ativos e passivos, e os omissos.

"Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!
Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca." (Ap 3:15-16)

Quando falo de omissão, não falo da omissão do miserável, porque ele está limitado a responder aos seus patrões: "sim senhor, pois não senhor!".
falo, sim, da omissão dos letrados, que repetem sem cessar: "a culpa é do povo, porque são todos analfabetos".,
ao repetirem essa máxima, estão a camuflar a sua própria indiferença, desfaçatez, hipocrisia e preconceito, além de procurar dessa forma, aplacar sua consciência, quanto aos desvios provocados por si mesmos e pelos seus, em todas as esferas de suas vidas.

"Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),
aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas." (Ap 3:17-18)

Sim, massacrada sempre - por nós pastores e pelos representantes da sociedade, que se omitem, escondidinhos atrás da falsa postura de que "faço tudo o que posso", é a massa ignara.
Ademais, sabemos que Lula e Collor, por exemplo, não são frutos do povo, senão de conchavos montados pelo interesse do poder econômico e midiático.
Creio que isto nos basta para uma reflexão séria acerca do assunto tratado.
e o mandado que tenho é o de abençoar para que vades e produzais os frutos para o reino de deus pai em nome de nosso senhor e salvador jesus cristo, amém e amém! - (igreja evangélica santo dos santos - msn: elysilmarvidal@gmail.com - fones: 41-3338-6234 - (tim) 041-41-9820-9599 - (claro) 41-9821-2381 - (vivo) 41-9109-8374 - apóstolo ely silmar vidal - mensagem 300912 - nossa consciência nos acusa)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

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Tapar o sol - por Ferreira Gullar

'Tapar o sol', por Ferreira Gullar - (PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO 30/09/12 - FERREIRA GULLAR)

Gostaria de deixar claro que não tenho nada de pessoal contra o ex-presidente Lula, nem nenhum compromisso partidário, eleitoral ou ideológico com ninguém. Digo isso porque, nesta coluna, tenho emitido, com alguma frequência, opiniões críticas sobre a atuação do referido político, o que poderia levar o leitor àquela suposição.

Não resta dúvida de que tenho sérias restrições ao seu comportamento e especificamente a certas declarações que emite, sem qualquer compromisso com a verdade dos fatos. E, se o faço, é porque o tenho como um líder político importante, capaz de influir no destino do país. Noutras palavras, o que ele diz e faz, pela influência de que desfruta, importa a todos nós.

E a propósito disso é que me surpreende a facilidade com que faz afirmações que só atendem a sua conveniência, mas sem qualquer compromisso com a verdade. É certo que o faz sabendo que não enganará as pessoas bem informadas, mas sim aquelas que creem cegamente no que ele diga, seja o que for.

Exemplo disso foi a entrevista que deu a um repórter do New York Times, quando voltou a afirmar que o mensalão é apenas uma invenção de seus adversários políticos. E vejam bem, ele fez tal afirmação quando o Supremo Tribunal Federal já julgava os acusados nesse processo e já havia condenado vários deles. Afirmar o que afirmou em tais circunstâncias mostra o seu total descompromisso com a verdade e total desrespeito com às instituições do Estado brasileiro.

Pode alguém admitir que a mais alta corte de Justiça do país aceitaria, como procedentes, acusações que fossem meras invenções de políticos e jornalistas irresponsáveis?

E mais: os ministros do STF passaram sete anos analisando os autos desse processo, tempo mais que suficiente para avaliá-lo. Afirmar, como faz Lula, que tudo aquilo é mera invenção equivale a dizer, implicitamente, que os ministros do STF são coniventes com uma grande farsa.

Mas o descompromisso de Lula com os fatos parece não ter limites. Para levar o entrevistador do "NYT" a crer na sua versão, disse que não precisava comprar votos, pois, ao assumir a Presidência, contava com a maioria dos deputados federais.

Não contava. Os verdadeiros dados são os seguintes: o PT elegera 91 deputados; o PSB, 24; o PL; 26; o PC do B, 12, num total de 153 deputados. Mesmo com os eleitos por partidos menores, cuja adesão negociava, não alcançava a metade mais um dos membros da Câmara Federal.

Cabe observar que ele não disse ao jornalista norte-americano que não comprou os deputados porque seria indigno fazê-lo. Disse que não os comprou porque tinha maioria, ou seja, não necessitava comprá-los. Pode-se deduzir, então, que, como na verdade necessitava, os comprou. Não há que se surpreender, Lula é isso mesmo. Sempre o foi, desde sua militância no sindicato. Para ele, não há valores: vale o que o levar ao poder ou o mantiver nele.

Sucede que, apesar do que diga, ninguém mais duvida de que houve o mensalão. Pior ainda, corre por aí que o Marcos Valério está disposto a pôr a boca no mundo e contar que o verdadeiro chefe da patranha era o Lula mesmo, como, aliás, sempre esteve evidente. E já o procurador-geral da República declarou que, se os dados se confirmarem, o processará. É nessas horas que o Lula falastrão se cala e desaparece. Às vezes, chama Dilma para defendê-lo.

Desta vez, chamou o Rui Falcão, presidente do PT, para articular o apoio dos líderes da base política do governo. Disso resultou um documento desastroso, que chega ao ponto de acusar o Supremo de perpetrar um golpe de Estado contra a democracia, equivalente aos golpes que derrubaram Vargas e João Goulart. Pode? Vargas e Goulart, como se sabe, foram depostos pela extrema direita com o apoio de militares golpistas.

O julgamento do STF realiza-se às claras, à vista de milhões de telespectadores. Não é uma conspiração. Ele desempenha as funções que a Constituição lhe atribui. E que golpe é esse contra um político que não está no poder?

O tal manifesto só causou constrangimento. O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, deu a entender que foi forçado a assiná-lo, após rejeitar três versões dele. Enfim, mais um vexame. Só que Lula, nessas horas, não aparece. Manda alguém fazer por ele, seja um manifesto, seja um mensalão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A hora da saideira - (joao ubaldo ribeiro)

JOÃO UBALDO RIBEIRO - O Estado de S.Paulo
Na semana passada, li um artigo do professor Marco Antonio Villa, que não conheço pessoalmente, mostrando, em última análise, como a era Lula está passando, ou até já passou quase inteiramente, o que talvez venha a ser sublinhado pelos resultados das eleições. Achei-o muito oportuno e necessário, porque mostra algo que muita gente, inclusive os políticos não comprometidos diretamente com o ex-presidente, já está observando há algum tempo, mas ainda não juntou todos os indícios, nem traçou o panorama completo.
O PT que nós conhecíamos, de princípios bem definidos e inabaláveis e de uma postura ética quase santimonial, constituindo uma identidade clara, acabou de desaparecer depois da primeira posse do ex-presidente. Hoje sua identidade é a mesma de qualquer dos outros partidos brasileiros, todos peças da mesma máquina pervertida, sem perfil ideológico ou programático, declamando objetivos vagos e fáceis, tais como "vamos cuidar da população carente", "investiremos em saneamento básico e saúde", "levaremos educação a todos os brasileiros" e outras banalidades genéricas, com as quais todo mundo concorda sem nem pensar. No terreno prático, a luta não é pelo bem público, nem para efetivamente mudar coisa alguma, mas para chegar ao poder pelo poder, não importando se com isso se incorre em traição a ideais antes apregoados com fervor e se celebram acordos interesseiros e indecentes.
A famosa governabilidade levou o PT, capitaneado por seu líder, a alianças, acordos e práticas veementemente condenadas e denunciadas por ele, antes de chegar ao poder. O "todo mundo faz" passou a ser explicação e justificativa para atos ilegítimos, ilegais ou indecorosos. O presidente, à testa de uma votação consagradora, não trouxe consigo a vontade de verdadeiramente realizar as reformas de que todos sabemos que o Brasil precisa - e o PT ostentava saber mais do que ninguém. No entanto, cadê reforma tributária, reforma política, reforma administrativa, cadê as antigas reformas de base, enfim? O ex-presidente não foi levado ao poder por uma revolução, mas num contexto democrático e teria de vencer sérios obstáculos para a consecução dessas reformas. Mas tais obstáculos sempre existem para quem pretende mudanças e, afinal, foi para isso que muitos de seus eleitores votaram nele.
O resultado logo se fez ver. Extinguiu-se a chama inovadora do PT, sobrou o lulismo. Mas que é o lulismo? A que corpo de ideias aderem aqueles que abraçam o lulismo? Que valores prezam, que pretendem para o País, que programa ou filosofia de governo abraçam, que bandeiras desfraldam além do bolsa família (de cujo crescimento em número de beneficiados os governantes petistas se gabam, quando o lógico seria que se envergonhassem, pois esse número devia diminuir e não aumentar, se bolsa família realmente resolvesse alguma coisa) e de outras ações pontuais e quase de improviso? É forçoso concluir que o lulismo não tem conteúdo, não é nada além do permanente empenho em manter o ex-presidente numa posição de poder e influência. O lulismo é Lula, o que ele fizer, o que quiser, o que preferir.
Isso não se sustenta, a não ser num regime totalitário ou de culto à personalidade semirreligioso. No momento em que o ex-presidente não for mais percebido como detentor de uma boa chave para posições de prestígio, seu abandono será crescente, pois nem mesmo implica renegar princípios ou ideais. Ele agora é político de um partido como qualquer outro e, se deixou alguma marca na vida política brasileira, esta terá sido, essencialmente, a tal "visão pragmática", que na verdade consiste em fazer praticamente qualquer negócio para se sustentar no poder e que ele levou a extremos, principalmente considerando as longínquas raízes éticas do PT. Para não falar nas consequências do mensalão, cujo desenrolar ainda pode revelar muitas surpresas.
O lulismo, não o hoje desfigurado petismo, tem reagido, é natural. Os muitos que ainda se beneficiam dele obviamente não querem abdicar do que conquistaram. Mas encontram dificuldades em admitir que sua motivação é essa, fica meio chato. E não vêm obtendo muito êxito em seus esforços, porque apoiar o lulismo significa não apoiar nada, a não ser o próprio Lula e seu projeto pessoal de continuar mandando e, juntamente com seu círculo de acólitos, fazendo o que estiver de acordo com esse projeto. Chegam mesmo à esquisita alegação de que há um golpe em andamento, como se alguém estivesse sugerindo a deposição da presidente Dilma. Que golpe? Um processo legítimo, conduzido dentro dos limites institucionais? Então foi golpe o impeachment de Collor e haverá golpe sempre que um governante for legitimamente cassado? Os alarmes de golpe, parecendo tirados de um jornal de 30 ou 40 anos atrás, são um pseudoargumento patético e até suspeito, mesmo porque o ex-presidente não está ocupando nenhum cargo público.
É triste sair do poder, como se infere da resistência renhida, obstinada e muitas vezes melancólica que seus ocupantes opõem a deixar de exercê-lo. O poder político não é conferido por resultados de pesquisas de popularidade; deve-se, em nosso caso presente, aos resultados de eleições. O lulismo talvez acredite possuir alguma substância, mas os acontecimentos terminarão por evidenciar o oposto dessa presunção voluntarista. Trata-se apenas de um homem - e de um homem cujas prioridades parecem encerrar-se nele mesmo. Mas sua saída de cena não deverá ser levada a cabo com resignação. Ele insistirá e talvez ainda o vejamos perder outra eleição em São Paulo. Não a do Haddad, que aparentemente já perdeu. Mas a dele mesmo, depois que o mundo der mais algumas voltas e ele quiser iniciar uma jornada de volta ao topo, com esse fito candidatando-se à Prefeitura de São Paulo.http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-hora-da-saideira-,937993,0.htm